Ficha Suja: Ministério Público se manifesta contra pedido de liminar do ex-prefeito Otto para concorrer às eleições


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Corre na Vara Cível da Comarca de Poções um processo de autoria do ex-prefeito Otto, que tenta reverter a sua Inelegibilidade. Publicado nesta quarta-feira (02) no citado processo, em seu parecer, o ilustre Promotor de Justiça não se convenceu dos argumentos do ex-prefeito, e não foi favorável ao deferimento do pedido de liminar, que resultaria na candidatura do então candidato inelegível. Com isso, o processo segue para decisão da juíza, e, segundo embasamento legal, mesmo que o ex prefeito consiga uma liminar para concorrer, esta mesma liminar poderá ser derrubada a qualquer momento, causando assim um cenário de incertezas nos seus eleitores. 

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O ex-prefeito Otto Wagner de Magalhães possui três contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios e pela Câmara Municipal de Vereadores, sendo as contas de 2014, 2015 e 2016. Em todas analises feitas nos pareceres do TCM-BA, foram encontrados indícios de corrupção. Vale ressaltar ainda que, o  ex-prefeito de Poções, Otto Wagner de Magalhães, teve bens bloqueados pela Justiça Federal por envolvimento em fraudes em licitação e contratos com a empresa Rhumo Prestação De Serviços. De acordo com o Ministério Público Federal, o ex-prefeito Otto Wagner de Magalhães participou do esquema criminoso de desvio de dinheiro público nos exercícios de 2013 a 2014. Clique aqui e confira a decisão do MP

Entre os alguns dos escândalos envolvendo governo Otto estão:

Contratação de consultoria por R$ 56 mil para atuar na secretaria de educação, sendo que a empresa sequer fez um projeto para o município;

Escândalos de corrupção nas edições da Festa do Divino com vários contratos superfaturados em valores de bandas e estrutura;

Superfaturamento de obra de reforma do Ginásio de Esportes com de gastos de R$ 460 mil;

Aluguel de dois galpões pelo montante de R$ 200 mil sem sequer utilizá-los;

Contratação da empresa COOPERMAIS pelo valor de R$ 492 mil para apenas limpar o Canal São José;

Gasto recorde com diárias pelo valor de R$ 1,5 milhão; 

Contratação da empresa fantasma “TRANSEGO”, da cidade de Ibiassucê, por R$ 1 milhão para atuar apenas 1 mês no transporte escolar;

Utilização indevida de R$ 562 mil do FUNDEB, constatado pelo TCM-BA;

Contratação da empresa Rhumo por R$ 16 milhões para terceirização de servidores e não pagar todos seus funcionários, visto como o maior caso de corrupção da história de Poções.